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A Nova Era – palestra de Elda Evelina

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O Capítulo I do Evangelho Segundo o Espiritismo nos traz esclarecimentos importantes sobre os fundamentos da Lei de Deus: Dez Mandamentos; os mandamentos do Cristo; Espiritismo.

1. Deus se apresentou de forma mais contundente, aos Hebreus, por intermédio de Moisés. Mostrou sua força e poder auxiliando o povo a sair da escravidão no Egito; apresentou os Dez Mandamentos que deveriam ser obedecidos pelo povo; e foi uma presença explícita constante em todos os momentos durante a travessia em direção à Terra Prometida.

Decálogo – Mandamentos entregues a Moisés. Os 10 Mandamentos estavam divididos em duas partes: dois mandamentos referentes à relação do Homem com Deus e oito referentes à relação do Homem com seus semelhantes.

Moisés conduziu o povo Hebreu pelo deserto de forma firme e autoritária, porque as condições em que se encontravam assim o exigia. Controlar um povo por longo tempo em uma jornada por terreno inóspito e em situação muito adversa impunha que assim fosse.

Esses mandamentos tornaram-se fundamento para a busca pelo bom convívio entre os povos, base para as leis e bons costumes.

2. O tema do Evangelho contido na segunda parte do Capítulo I nos fala sobre os dois grandes mandamentos trazidos por Jesus, o Cristo (Marcos 12:28 a 31)

Aproximou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, percebendo que lhes havia respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos?

Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.

Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças.

E o segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses.”

Percebemos que a disposição desses dois grandes mandamentos é similar àquela de os Dez Mandamentos: relação do Homem com Deus e a relação do Homem com seu semelhante.

Jesus, o Cristo, não só falou-nos sobre os dois grandes mandamentos. Mais do que isso, ele cumpriu esses mandamentos e exerceu todo o tempo a Lei de Deus em sua plenitude. Disse ele:

“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.” (Mateus 5:17)

Com a vinda do Cristo entre nós, sua mensagem de amor passou a ser o tema principal nas relações humanas. Se antes a lei se apresentava de forma explícita no “não fazer”, agora o fundamento passou a ser “amar”.

O “não fazer” de antes passou a estar implícito no “amar”. Quando amamos desejamos o bem do outro, daquele com quem convivemos, física ou emocionalmente; daquele com quem partilhamos nosso momento da eternidade.

Tornamo-nos reconhecidos como irmãos, filhos de Deus, não havendo distinção de raça, cor, ou qualquer outra característica que nos venha a distinguir uns dos outros.

3. Sobre a interação da Ciência e da Religião, fala-nos Kardec no Capítulo I, item 8: “São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos.”

4. O Espiritismo – “é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo.” (ESE, Capítulo I item 5).

É o Evangelho redivivo. Um instrumento de grande valor que nos proporciona importantes reflexões e nos levam a uma melhor compreensão do conteúdo do Evangelho do Cristo. Como nos diz Kardec: “O Espiritismo é a chave com o auxilio da qual tudo se explica de modo fácil.” (ESE Capítulo I, item 5)

Não basta conhecer o Evangelho, é preciso apreender a essência dos seus ensinamentos. Mais ainda, não só deter profundo conhecimento das passagens inseridas no Evangelho, é determinante que façamos desses ensinamentos nossa diretriz de vida. Praticar as orientações traçadas por Jesus e exemplificadas em todas as suas atitudes.

O importante, portanto, é tornar a prática desses ensinamentos um caminhar de compaixão, de entendimento, de respeito, de caridade, de amor.

Os ensinamentos oferecidos pelo Mestre leva-nos a refletir sobre a as relações humanas, a caridade, solidariedade, a moral. A lei do progresso. Os fundamentos que promoverão a grande transformação da Humanidade, tornando nosso habitat a morada de Espíritos mais evoluídos – nós mesmos transformados pela luta interna de redescoberta dos princípios morais elevados, da nossa luz interior despertada.

Aos despertarmos em nós essa luz, proporcionaremos oportunidades para novas descobertas e novos despertares em companheiros de jornada. Seremos instrumentos de propagação dos princípios morais inseridos nos ensinamentos de Jesus, o Cristo.

O amor surgirá naturalmente não só nos corações de alguns, também nos corações de todos aqueles que buscam a comunhão nesse sentimento maior.

A luta interior pela autotransformação promoverá expansão dessa energia que sensibilizará multidões, a partir do exemplo de cada um.


Do livro “Evangelho é amor – Reflexões”, de Elda Evelina, Bookess Editora

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