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Espíritos sofredores – Companheiros do passado – Elda Evelina

Áudio do estudo oferecido – www.grupoirmaoestevao.org/?resource=espiritos-sofredores-companheiros-do-passado-elda-evelina

Texto para reflexão

De certa forma, em um mundo de expiação e de provas podemos referir-nos a todos como espíritos em algum processo de sofrimento, seja moral, emocional ou físico.

Passamos por várias oportunidades de vivenciar experiências com muitos companheiros de jornada e já conquistamos afetos e desafetos; convivências fraternas e outras nada amigáveis. Por qual razão muitos de nós não são afetados pela presença destes últimos? E por qual razão tantos são afetados e até mesmo prejudicados em razão da presença dos desafetos em suas vidas?

Em algum momento já cometemos erros, até mesmo muito graves, já prejudicamos outros companheiros de jornada, provavelmente já cometemos crimes ou delitos graves. No entanto, nem todos nós percebemos ou sofremos pela presença de espíritos que buscam envolver-nos ou prejudicar.

Há uma razão muito simples… o comportamento, o nível moral. Alguns de nós conseguiram aprender e internalizar ensinamentos do nosso amado Mestre Jesus, outros ainda são crianças espirituais.

Aprendemos no Espiritismo a importância da ambientação vibracional que venhamos conseguir manter à nossa volta.

Quando conquistamos um estado de equilíbrio, de harmonia; um estágio em que mantemos atitudes fraternas de forma mais constante, criamos à nossa volta um campo vibracional que nos ampara e protege.

No entanto, se nos deixamos envolver por energias de rancor, de ódio, de mágoa; se temos atitudes que provocam desentendimentos, discórdia, fragilizamos esse envolvimento de proteção e permitimos a aproximação e ação de espíritos sofredores e, entre eles, aqueles que foram nossos desafetos e que se transformaram em nossos adversários espirituais.

Como poderemos alcançar uma condição favorável ao convívio, tanto com o mundo físico quanto com o plano sutil?

Reconquistando o nosso equilíbrio, nossa harmonia interior, com atitudes fraternas e ambientação harmonizada.

Uma outra questão. Por qual razão precisamos de ajuda externa quando de algumas dificuldades pelas quais estamos passando?

Porque ainda não conseguimos, por nossas próprias forças, alcançar o equilíbrio suficiente para manter as nossas vidas em harmonia e protegida de influências negativas, tanto de planos sutis quanto até mesmo de companheiros do plano físico.

Vez por outra conseguimos, mas basta um deslize nosso, uma desatenção com relação às nossas atitudes, até mesmo de pensamentos, e abrimos uma porta de comunicação com espíritos em níveis ainda de desequilíbrio e que nos vêm como seus inimigos por algum comportamento indevido que tivemos com eles, ou com pessoas de sua afeição, em outras vidas

Precisamos de ajuda e a buscamos em grupos religiosos. No espiritismo procuramos auxílio em uma reunião de atendimento fraterno ou de desobsessão.

Esses espíritos são companheiros de jornada e estão em processo de aprendizado tanto quanto nós.

No caso de estarmos empenhados em aprender e buscar o nosso caminhar com Jesus, esses companheiros também terão a oportunidade de seguir em jornada de aprendizado conosco.

A nossa transformação moral, espiritual, será para eles a constatação de que nós nos transformamos, que seguimos um caminhar diverso daquele de que se lembram e que provocou o sentimento de inimizade, de rancor.

Eles passarão a nos observar de forma diferente e provavelmente mudarão também o seu caminhar a partir do aprendizado que vierem a conquistar em nosso convívio.

Não mais seremos adversários, teremos sido transformados em amigos.

Ao invés de quererem nos prejudicar, procurarão ser nossos companheiros nessa jornada evolutiva.

 

Aprender, transformar-se e amar

Onde está, companheiro?

Estivemos juntos em passado remoto,

Vivenciamos experiências

Por vezes difíceis.

Incompreensão,

Desamor,

Injustiças,

Paixões desmetidas.

Não sei qual a nossa ligação!

Por certo estamos ligados,

Conectados por sentimentos,

Emoções nem sempre nobres,

Por vezes até inconfessáveis!

É até constrangedor reconhecer

E confessar a mim mesma.

Quero dizer a você, companheiro,

Que tenho tentado me conhecer,

Buscar no recôndito da minh’Alma,

Meus erros, meus deslizes,

Dos mais variados matizes.

Preciso encontrá-los,

Reconhecê-los,

Mais do que simplesmente isso,

Preciso resgatá-los!

Para tanto, meu primeiro passo

Está no me transformar, de certo.

Sei que me acompanha,

Olha para mim com os olhos do seu espírito,

Talvez com rancor, com mágoa,

Ódio até, talvez.

Nem sei o que lhe fiz,

Mas algo existe no seu Ser,

Marcado pela minha insensatez.

Volto a dizer, meu amigo,

Que busco me encontrar.

E no me encontrar,

O me transformar.

Quem sabe você,

Ao ver o meu novo ser,

Poderá perceber meu novo caminhar,

E nesse novo caminhar

Encontrar a minha busca

De aprender a amar?

Quem sabe, meu amigo,

Companheiro de vidas idas,

Venha até mesmo conseguir

Se descobrir como alguém

Capaz de também se encontrar

Ao me ver em novo proceder?

E podermos juntos, então,

Olhar um para o outro,

Abrindo novos sentimentos,

Emoções tocando o nosso novo Ser

Emoções de arrepender,

Do aprender e do se encontrar.

E nos abraçarmos,

Ainda que seja em sonhos

Ou em percepções sutis.

Um dia, quem sabe?

Poderemos nos encontrar em corpo,

E nos reconhecermos,

Não como desafetos

Mas como grandes amigos

Que aprenderam a se amar.

Do livro Aprender com o Mestre – Sobre o Amor, Elda Evelina, Bookess Editora